
segunda-feira, dezembro 25
ATÉ BREVE

Ao início da tarde, pela mesma via por onde me
chegaram tantas mensagens de Natal, recebi a
notícia da morte de um companheiro.
De repente, dei comigo a pensar: Nasceu Jesus,
morreu um irmão! Este equilíbrio da nossa VIDA
é algo de belo. É com este permanente ciclo de
substituição, que o jardim da nossa VIDA, se vai
mantendo. Tal como nele, a flor que desapareceu
teve a sua importância, mas é a que nasce que o re-
nova.
A que saiu, deixa-nos a imagem de conjunto que
queremos manter.As duas têm igual importância
no "conceito" de jardim que é a nossa existência.
Ao pensar no companheiro que partiu, lembrei-me
dos muitos que ficaram e que em incontáveis momen-
tos da sua vida, o ajudaram a vencer as inúmeras difi-
culdades que lhe foram surgindo, fazendo, dia após
dia, NATAL.
O exemplo dele, na luta que manteve contra a adver-
sidade, e a solidariedade dos amigos a que me referi,
proporcionaram-me momentos de reflexão, que enri-
queceram o meu Natal, quiçá, realmente me fizeram
viver o Natal.
Aceitar a morte como um elemento da nossa VIDA,é
que nos permite encarar esta, em toda a sua plenitude!
quarta-feira, dezembro 13
AQUELE ABRAÇO
mas suavemente...
O teu ritmo alucinante,
atrai-me para o desvario.
A calma do consumado,
Inebria-me.
Quero cair contigo no abismo!
O abismo da certeza do caminho
Que te leva ao destino conhecido
Vencendo outras quedas, outros desvios,
Deixando incólume o teu objectivo.
Como queria eu fazer o teu percurso
Entre quedas e desvios percorrer
Os trilhos que me levassem à minha foz
Onde o meu " mar" me esperasse.... e enfim sós...
Pudessemos cantar em uníssono
A alegria da vitória sobre a incerteza
Da transposição de tudo o que apareceu
Da força que um dia em nós surgiu
E que com um simples abraço, se transmitiu.
terça-feira, novembro 7
S O L T A S
Pra Ti Eu quero Viver
Por Ti, eu quero lutar
Enquanto meu coração bater
Baterá só para te Amar
Por Ti, eu quero lutar
Enquanto meu coração bater
Baterá só para te Amar
Meus braços querem-te ter
Qual asas com protecção
Contigo quero poder
Dar asas ao coração
Qual asas com protecção
Contigo quero poder
Dar asas ao coração

Nas ondas do teu olhar
Quero encontrar o caminho
Braçadas para te encontrar
Guiado por um golfinho
Quero encontrar o caminho
Braçadas para te encontrar
Guiado por um golfinho
sábado, outubro 28
Sem querer entrar em qualquer tipo de discussão,até por manifesta
falta de certezas, sempre posso dizer que acredito, ou constacto, que
nós temos duas componentes fundamentais. A corporal, a matéria,
que vai sofrendo as mutações próprias em cada ser vivo, e que, todos
podemos ver; a outra, que aqui designarei por "oculta", e que nem
nós próprios, por vezes conhecemos muito bem.
Esta pequena introdução, foi a via que encontrei para justificar esta
enorme ausência de postar neste espaço.
Este período, correpondeu a um longo intervalo de tempo em que
mergulhei na tal componente oculta, na busca de me conhecer melhor
quiçá, melhorar interiormente.
Tanto tempo, poderá alguém dizer!Não, tenho eu a certeza!
Claro que essa decisão tem as suas causas:Numa sociedade, em que os
valores estão a ser substituídos, reconheço que estou com alguma difi-
culdade em os assimilar.Dirão uns que isso se explica com a ano em que
nasci; outros pensarão que sou " casmurro" e não quero mudar.
Pois bem, para já, ainda não consegui compreender porque se hão-de
alterar valores do amor,da ética, do respeito pelos outros,da verdade!
Estou errado? Provem-mo!
E o que tem isto a ver com o Blog?Tudo! Mas mesmo tudo, porque pre-
cisamente, o Blog é um espaço aberto onde todos chegam. Onde os que
postam se expõem. E por " cause", onde os que querem introduzir na
sociedade os " não valores", procuram ridicularizar os valores que elejo
como meus orientadores.Eu, e felizmente muitos dos que por aqui pas-
sam, e muitos outros que não passam.
Do desgaste provocado por esse choque, resultou esse período de refle-
xão, com um mecanismo que uso com frequência, e que é desligar-me
da minha componente corporal e viver virado para dentro.
Experimentem. É bom, embora tenha os seus custos. Mas o que se con-
segue de bom, sem custos?
Mas hoje resolvi vir á janela. E dei comigo a pensar:afinal criei este espa-
ço e agora está abandonado. Decidi recuperá-lo. Por isso aqui estou. Não
tenho qualquer pretensão literária com este texto.
Para vós, não acrescentará nada de importante, a não ser que este vosso
amigo,recolheu para crescer.Se esse crescimento me ajudar a ser útil aos
outros, então valeu a pena.
Vou continuar "á minha procura", mas vou fazer os possíveis para, de vez
em quando, abrir esta janela, no mínimo, para saberem que estou vivo.
Bem vivo. As ausências também podem querer dizer,muita vitalidade.
Acreditem! É o que eu sinto!
sexta-feira, julho 7

SOLIDÃO
Ouço o bater do coração
Doem-me os olhos de te não ver
Sinto a mágoa do vazio
Tenho medo da pressão deste sofrer
Busco no infinito uma imagem
Que me indique o caminho a percorrer
Algo que me fortaleça a coragem
Que tanto necesito p`ra viver
E neste tempo em que estou só
Que a vida pára, sem sentido
Sinto quão perto estou do pó
E que as minhas preces não passam de ruído
E quando procuro perceber
O que todos estes sinais são
Sinto meu corpo estremecer
Sinto como é dura a solidão
quinta-feira, junho 29
TU

TU
Tu és o fogo que me faz arder
Tu tens o brilho desse belo olhar
Tu tens os lábios que eu quero beijar
Tu tens carinho para me envolver
Tu tens os braços p`ra me acolher
Tu tens a força para me abraçar
Tu dás-me o doce desse teu olhar
Tu tens o toque do que é viver
Tu és para mim, tudo o quanto anseio
Tu és a felicidade que até mim veio
Tu és, enfim, a minha LUZ
Tu tens o dom de me encantar
Tu conseguiste que eu volte a amar
TU..TU..TU. Tu és a alma pura que me seduz.
AS ILHAS

Navegamos para Oriente
A longa costa
Era de um verde espesso e sonolento
Um verde imóvel sob nenhum vento
Até na branca praia cor de rosas
Tocada pelas águas transparentes
Então surgiram as ilhas luminosas
De um azul tão puro e tão violento
Que excedia o fulgor do firmamento
Navegado por garças milagrosas
E extinguiram-se em nós, memória e tempo
domingo, junho 4
O PREÇO DA IGNORÂNCIA
quinta-feira, junho 1
Inauguração oficial
sexta-feira, maio 26
SER POETA

Num espaço que,
com muitra frequência,
vai passar muita poesia,
um belo poema de
Florbela Espanca
Ser poeta é ser mais alto, é ser maior Do que os homens! Morder como quem beija! É ser mendigo e dar como quem seja Rei do Reino de Aquém e de Além dor! É ter de mil desejos o esplendor E não saber sequer que se deseja! É ter cá dentro um astro que flameja, É ter garras e asas de condor! É ter fome, é ter sede de infinito! Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim.... É condensar o mundo num só grito! E é amar-te, assim, perdidamente... É seres alma, e sangue, e vida em mim E dizê-lo cantando a toda a gente! |
sexta-feira, abril 21
A alguém.....
Ainda não foi esta semana que concluí o arranjo deste espaço, mas prometo que mais dia menos dia isso vai acontecer.
Para manter vivo o desejo de lhe dar vida, permito-me oferecer este poema de A. Feio
Para manter vivo o desejo de lhe dar vida, permito-me oferecer este poema de A. Feio
Sem ti, a minha vida era um torpor!...
Sem ti, a minha vida era um calvário!
O que seria eu, ó amada flor,
Se não fosses p`ra mim o meu sacrário!
Se não fosses p`ra mim o grande amor,
Cuja chama alimenta o lampadário,
Que nos dá a eterna graça do Senhor?
Acabaria então o meu rosário!...
Oh! Nunca acabará, senhor , ó Deus,
A chama que ilumina os olhos meus,
Porque há-de, eternamente, em mim viver!
Mesmo que a vida perigue ou perca altura,
Mesmo que o corpo baixe á sepultura,
A nossa alma não pode morrer.
Saibamos aproveitar a vida, que é efémera, tratando da alma que , eventualmente ???, poderá ser eterna.
Até um destes dias. Divirtam-se, porque faz muito bem á alma.
terça-feira, abril 11
As derrapagens
Amigos:
As derrapagens tão habituais neste jardim á beira mar plantado, também têm repercursões na construção deste blog. Derrapagens de "know how" no que concerne aos conhecimentos necessários para um canto acolhedor, mas que tenho espererança possam ser ultrapassados a breve trecho.
Para de certo modo ,amenizar a aridez deste espaço, permitam-me a reprodução de um poema de Sophia de Mello Breyner, actual, e até quando:
As derrapagens tão habituais neste jardim á beira mar plantado, também têm repercursões na construção deste blog. Derrapagens de "know how" no que concerne aos conhecimentos necessários para um canto acolhedor, mas que tenho espererança possam ser ultrapassados a breve trecho.
Para de certo modo ,amenizar a aridez deste espaço, permitam-me a reprodução de um poema de Sophia de Mello Breyner, actual, e até quando:
O primeiro tema da reflexão grega é a justiça
E eu penso nesse instante em que ficaste exposta
Estavas grávida porém não recuaste
Porque a tua lição é esta: é fazer frente
Pois não deste homem por ti
E não ficaste em casa a cozinhar intrigas
Segundo o antiquíssimo método oblíquo das mulheres
Nem usaste de manobra ou calúnia
E não serviste apenas para chorar os mortos
Tinha chegado o tempo
Em que era preciso que alguém não recuasse
E a terra bebeu um sangue duas vezes puro
Porque eras mulher e não somente a fêmea
Eras a inocência frontal que não recua
Antígona poisou a sua mão sobre o teu ombro
No instante em que morreste
E a busca da justiça continua
Uma Páscoa Feliz para todos, e que possamos pensar um pouco no que o poema acima nos pode transmitir.
Até um destes dias
11 de Abril de 2006
quinta-feira, março 30
quinta-feira, março 23
Inauguração do Dragão Yuri
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